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Tuesday, October 20, 2009

Pois bem, momento epifânico de hoje: felicidade e bem-estar!

Recentemente saiu na imprensa o resultado de uma pesquisa sobre a felicidade do brasileiro. O resultado surpreendente de 80% se considerarem felizes em um ano tão agitado quanto 2009 pede uma reflexão deliberada. Não obstante a crise mundial , problemas da distribuição de comida e desastres ambientais a felicidade ainda predomina sobre muitos cidadãos.

Para muitos da elite econômica brasileira, salvo uma parcela, a felicidade é ditada pelos valores da mídia: o consumo tem-se  tornado o caminho da felicidade para a vida enfastiada. E , nada mais que os shopping-centers, castelos do consumismo, como meio desse escapismo. Cada passeio no shopping é uma fantasia. As propagandas que expressam a felicidade aparente com os produtos expostos iludem o consumidor e a sua aquisição leva exatamente o que as propagandas mostravam: a felicidade aparente.  

O Povo por outro lado, que não é dotado das mesmas condições da elite, luta para não pensar da mesma maneira. De fato, as comunicações de massa manipulam o desejo de compra de todos, mas percebendo a realidade, aprende-se que a felicidade não é denotada pelos supérfluos adquiridos mas justamente pelo o que não se falta!A comida em cima da mesa, a água e luz que não falham, o trocado para a cervejinha são vistas como sinal da plena satisfação.

A felicidade é única. A incompreensão dela são inúmeras e assim os meios para alcançá-la .O reconhecimento do que a felicidade realmente representa é realmente subjetivo contudo , é inegável que ela é passível de ser sentida por todos. Quanto aos brasileiros poder-se-ia dizer que os 20% são aqueles cegos pela visão consumista, que em meio às desigualdades sociais e elitismo econômico não conseguem perceber o que grande parte não tem.


Sunday, October 18, 2009

Mensagem à ZAro L Cing....

 
tava pensando naquelas palavras que dissemos aos nossos colegas...

tava pensando quantas delas a galera entendeu, talvez pela euforia da hora ninguem entendeu nada.Mas, palavras essas que escolhemos cuidadosamente com a intenção de remontar as lembranças de nossa vida no Band são as que me põe a falar contigo.

Enfim, como você sabe eu to no cursinho, de volta à luta pela minha vaga na medicina... e uma imagem que ficou muito marcada para mim foi :
"e nos ensinaram que aquela linha que chamamos de limite pode ser empurrada" (essa idéia)

E, noooossa, como estou aprendendo o que é empurrar a linha do limite! Trabalhando dia-a-dia para notar que,o que realmente podemos aguentar é muito além do que pensamos quando temos um sonho, a esperança de uma conquista.

Bom... queria dividir esse momento de reflexão com vocÊ.

Um grande abraço .
John.

 


Wednesday, October 07, 2009

" Um dia vocês entederão que ser chato é a chave do sucesso." Essa foi a frase que me pôs a refletir hoje. Palavras do meu professor de Física a quem eu ,de fato, tenho apreço e admiração. Então, comecei a verificar a compatibilidade dessa afirmação com casos que conheço... Minha conclusão? Sim , de fato muitos homens e mulheres bem-sucedidos apresentam essa característica anti social e até condenável por algumas pessoas.

O motivo dessa conexão me itrigou! Especulei umas idéias.  Muitos até podem negar o que apresentarei agora ,mas deixando-se a ignorância de lado idéias novas podem brotar."The truth is ugly" Bom, há algum tempo tenho percebido que a vida em sociedade é conflituosa aliás em demasia. A vida em sociedade ,principalmente urbana, degrada a vida do homem. É inegável que divergência de idéias, má expressão vocabular bem como ruídos de comunicação colocam à prova muitos relacionamentos. E, de fato provocam brigas, intrigas e rixas. Tendo em vista isso ,percebi que no meu ano de tanta labuta para alcançar uma vaga na faculdade que eu quero, haveria de SUSPENDER muitas das minhas relações. Exagero? Não, para se conseguir uma vaga da carreira de medicina nas melhores faculdades do país. não é exagero. Concordo, que essa atitude é de egoísmo meu. Mas pensei... " Dou muito valor às minhas amizades. E isso pode ser perigoso para mim" Apesar de ser alguém de poucos amigos, não colegas, confesso que esse ano tenho de me focar. Portanto,a solução seria ser chato com todos até com meus amigos para evitar o decepção e o desgaste emocional em prol da minha almejadíssima vaga? Aliás, esse subterfúgio remonta a primeira frase do meu professor!. Sim, Play!Desvendei o enigma. O sucesso não vem a nós. A escalada é cada vez mais íngrime para alcançá-la. Mas ao final de tudo poder-se-ia dizer que a façanha de estar no cume é inigualável.


Saturday, September 12, 2009

 

"E ante estes clamores, lançados com afável malícia para espicaçar o meu Príncipe, ele murmurou, pensativo:

-Sim, é talvez tudo uma ilusão... E a Cidade a maior ilusão!

Tão facilmente vitorioso redobrei de facúndia. Certamente, meu Príncipe, uma Ilusão! E a mais amarga, porque o Homem pensa Ter na Cidade a base de toda a sua grandeza e só nela tem a fonte de toda a sua miséria. Vê, Jacinto! Na Cidade perdeu ele a força e beleza harmoniosa do corpo, e se tornou esse ser ressequido e escanifrado ou obeso e afogado em unto, de ossos moles como trapos, de nervos trêmulos como arames, com cangalhas, com chinós, com dentaduras de chumbo, sem sangue, sem febra, sem viço, torto, corcunda - esse ser em que Deus, espantado, mal pode reconhecer o seu esbelto e rijo e nobre Adão! Na Cidade findou a sua liberdade moral; cada manhã ela lhe impõe uma necessidade, e cada necessidade o arremessa para uma dependência; pobre e subalterno, a sua vida é um constante solicitar, adular, vergar, rastejar, aturar; e rico e superior como um Jacinto, a Sociedade logo o enreda em tradições, preceitos, etiquetas, cerimônias, praxes, ritos, serviços mais disciplinares que os dum cárcere ou dum quartel... A sua tranqüilidade (bem tão alto que Deus com ele recompensa os Santos ) onde está, meu Jacinto? Sumida para sempre, nessa batalha desesperada pelo pão, ou pela fama, ou pelo poder, ou pelo gozo, ou pela fugida rodela de ouro! Alegria como a haverá na Cidade para esses milhões de seres que tumultuam na arquejante ocupação de desejar - e que, nunca fartando o desejo, incessantemente padecem de desilusão, desesperança ou derrota? Os sentimentos mais genuinamente humanos logo na Cidade se desumanizam! Vê, meu Jacinto! São como luzes que o áspero vento do viver social não deixa arder com serenidade e limpidez; e aqui abala e faz tremer; e além brutamente apaga; e adiante obriga a flamejar com desnaturada violência. As amizades nunca passam de alianças que o interesse, na hora inquieta da defesa ou na hora sôfrega do assalto, ata apressadamente com um cordel apressado, e que estalam ao menor embate da rivalidade ou do orgulho. E o Amor, na Cidade, meu gentil Jacinto? Considera esses vastos armazéns com espelhos, onde a nobre carne de Eva se vende, tarifada ao arrátel, como a de vaca! Contempla esse velho Deus do Himeneu, que circula trazendo em vez do ondeante facho da Paixão a apertada carteira do Dote! Espreita essa turba que foge dos largos caminhos assoalhados em que os Faunos amam as Ninfas na boa lei natural, e busca tristemente os recantos lôbregos de Sodoma ou de Lesbos!... Mas o que a cidade mais deteriora no homem é a Inteligência, porque ou lha arregimenta dentro da banalidade ou lha empurra para a extravagância. Nesta densa e pairante camada de Idéias e Fórmulas que constitui a atmosfera mental das Cidades, o homem que a respira, nela envolto, só pensa todos os pensamentos já pensados, só exprime todas as expressões já exprimidas: - ou então, para se destacar na pardacenta e chata Rotina e trepar ao frágil andaime da gloríola, inventa num gemente esforço, inchando o crânio, uma novidade disforme que espante e que detenha a multidão como um monstrengo numa feira. Todos, intelectualmente, são carneiros, trilhando o mesmo trilho, balando o mesmo balido, com o focinho pendido para a poeira onde pisam, em fila, as pegadas pisadas; - e alguns são macacos, saltando no topo de mastros vistosos, com esgares e cabriolas. Assim, meu Jacinto, na Cidade, nesta criação tão antinatural onde o solo é de pau e feltro e alcatrão, e o carvão tapa o céu, e a gente vive acamada nos prédios como o paninho nas lojas, e a claridade vem pelos canos, e as mentiras se murmuram através de arames - o homem aparece como uma criatura anti-humana, sem beleza, sem força, sem liberdade, sem riso, sem sentimento, e trazendo em si um espírito que é passivo como um escravo ou impudente como um Histrião... E aqui tem o belo Jacinto o que é a bela Cidade!"

A cidade e as serras - capítulo VI


Tuesday, September 08, 2009

Adolescência

"AQUELE amor, nem me fale."

Oswald de Andrade.



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